A+ A A-

Patos Mandarins

  • 0

Há uma passagem bela e emocionante no escrito de Nichiren Daishonin, As Quatorze Calúnias, uma carta do século 13 em resposta ao seguidor leigo Matsuno Rokuro Saemon. Nichiren é o buda japonês que revolucionou o budismo com uma visão iluminada do Sutra do Lótus, o texto final e definitivo pregado pelo buda histórico Shakyamuni, o famoso Sidharta Gautama. Nela, ele diz:

Leia mais ...

Pequena oficina do poema

  • 0

O poema é uma construção artística, um sistema harmônico de palavras por meio do qual um poeta se expressa com o ritmo que lhe é próprio e, ao mesmo tempo, faz ressoar todos os seres. O poeta e prêmio Nobel mexicano, Octavio Paz, dizia que o poema é “um caracol onde ressoa a música do mundo, e métricas e rimas são apenas correspondências, ecos, da harmonia universal”. Bingo!

Leia mais ...

A crueldade de Platão com os poetas

  • 0

Toda obra de ficção ancora-se num conceito, já decantado e discutido ad eternum,que é o de mímesis. Há livros clássicos sobre a questão, como o de Erich Auerbach (Mimesis: A representação da realidade na literatura ocidental) e o de Luiz Costa Lima (Mimesis e modernidade), incontornáveis se quisermos entender melhor o conceito através dos tempos.

Leia mais ...

Resistir à mediocrização da escrita

  • 0

A literatura está para a existência assim como a música está para a caos. A função do músico, e a do poeta, é a de instaurar certa ordem no caos. Uma tentativa de ordenação (mesmo que inconsciente; mesmo que errem e gerem novo caos) da realidade caótica da vida, pois tudo já foi pelos ares. O ser humano e suas criações já romperam todos os limites. Como diria o dr. Spock, os limites do universo já foram ultrapassados. Cabe-nos agora reconstruir, fincar novas bases, simular o novo e que ele não seja apenas uma repetição do passado, mas sim, outras possibilidades de futuro.

Leia mais ...
Assinar este feed RSS