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Do Outro Lado do Rio

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O dia se acabava naquele lugar ao sul do mundo. No céu, o dourado das luzes espraiadas se fundia ao horizonte de veludo carmim. Uma fragata flutuava suavemente pelas águas do porto. O mundo era calmo quando visto dali; aquela margem parecia ter seu próprio significado de tempo. Do outro lado do rio o sol ia se rendendo devagar ao horizonte.

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Sangue Quente – Final

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Mais tarde, em seu refúgio, a pantera recostou a cabeça sobre o travesseiro. Imagens várias passaram por seus olhos dourados. Lembranças de veludo escarlate, paredes de metal, sussurros e prazer agonizante. Pousou a mão nos lábios e abriu um sorriso secreto. Olhou através da janela a tempestade que caía e logo adormeceu sob as luzes espraiadas que rasgavam o céu.

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Sangue Quente – Parte VI

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Seus olhos se encontraram.  Fabrício devorou-a com um olhar primitivo, que percorreu desde os tornozelos rijos sobre o salto alto, as pernas longas e morenas, o quadril sob a saia justa, os seios salientes que se ofereciam através da fresta no decote da camisa ao pescoço esguio. Quando seus olhos alcançaram o rosto de Jade, deixou escapar um sorriso misterioso. Ela tinha os lábios cor de carmim entreabertos, o rosto corado e uma brutalidade no olhar que fez seu corpo arrepiar por inteiro.

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Sangue Quente (Parte V)

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Precisamente às sete horas e cinco minutos da manhã o despertador começou a berrar. Jade rolou na cama e esticou o braço para alcança-lo, em cima do criado-mudo. Abriu os olhos ferozes e fez menção em arremessar na parede o pequeno, mas potente aparelho. Destravou o pino, dando fim ao seu tormento. Resignada, jogou as pernas para fora da cama e roboticamente levantou o corpo para então dar alguns poucos passos até o banheiro.  

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Sangue Quente (Parte IV)

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A pantera acordou de um sobressalto. Olhou para o lado e encontrou a cama vazia. Passou a mão no rosto, se enroscou no lençol e foi procurar Fabrício. Caminhou pelo corredor e ouviu sua voz. Encontrou-o na sala; nu enquanto falava ao telefone – conversa de trabalho.

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Sangue Quente (Parte III)

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Ele fez questão de pagar pela corrida, desceu primeiro e ofereceu sua mão para ajuda-la a sair do veículo. Pediu para que o acompanhasse e cumprimentou o porteiro ao passar. Entraram no elevador e imediatamente digitou um código de acesso. Feito isso, voltou-se para ela e abriu um sorriso lascivo, repleto de mistério.

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