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Final Feliz

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Medellín. 29 de novembro de 2016

02h00              A delegação da Chapecoense desembarcou no início da madrugada em Medellín. O avião fretado trazia além dos jogadores e integrantes da equipe técnica cerca de 20 jornalistas da imprensa brasileira. Foram recebidos com chuva e muita simpatia pelos colombianos e logo foram trasladados ao hotel para descanso.

09h00              Café da manhã e período livre para descanso no hotel. Alguns jogadores conversaram com o pessoal da imprensa. Outros preferiram descansar em seus quartos ou ir à sala de jogos.

18h00              Traslado do hotel ao estádio Atanasio Girardot para treino e reconhecimento do campo. Os jornalistas puderam acompanhar apenas uma parte do treinamento. Vitorino Chermont entrou ao vivo no Fox Sports reportando estupefato que não havia divisão entre torcida e gramado. Mesmo assim, não ocorrem invasões de campo. Então, os jornalistas foram encaminhados à sala de imprensa para uma entrevista coletiva depois do treino fechado. Caio Júnior falou sobre a expectativa e imensa alegria de disputar o primeiro título internacional da história do clube. O goleiro Danilo disse estar preparado para uma eventual cobrança de pênaltis. Após a coletiva, traslado ao hotel e descanso

Medellín, 30 de novembro de 2016

19h00              Traslado do hotel ao estádio Atanasio Girardot.

21h30              Os times entraram em campo para a primeira partida decisiva da grande final da Copa Sul-americana. Uma grande festa com fogos de artifício antecedeu o jogo.

Os titulares da Chape foram: Danilo; Caramelo, Neto, Thiego e Denner; Josimar, Gil e Cléber Santana; Tiaguinho, Kempes e Bruno Rangel - time extremamente rápido e ofensivo comandado por Caio Júnior.

Os titulares do Nacional foram: Armani, Bocanegra, Uribe, Alexis Henríquez, Farid Díaz, Mejía, Alejandro Guerra, Macnelly Torres, Berrío, Ibargüen e Miguel Borja – time também extremamente rápido e ofensivo comandado por Reinaldo Rueda.

21h45              O Juiz Nestor Pitana apitou o início da partida

O primeiro jogo da final foi disputadíssimo. Cada bola poderia ser decisiva e além do suor, os atletas deram o sangue pelo título. O Nacional de Medellín começou mais ofensivo, afinal estava em casa. Era o quinto título que disputava no ano e já havia ganhado quatro. Enquanto isso a Chape, guerreira, tentou manter um pouco da posse de bola. A torcida Verdolaga mais uma vez deu um show e compareceu em peso. Preencheu quase todos os 45 mil lugares no Atanasio Girardot, exceto por uma centena de torcedores da Chape. É curioso, pois como ambos os times têm as cores verde e branca as torcidas se misturam. Jogo corrido e pegado, algumas faltas normais. Nenhum cartão foi distribuído. Algumas poucas chances de gol, desperdiçadas ou defendidas. O primeiro capítulo da final terminou sem gols. A Chape conseguiu seu objetivo: empatar e levar a decisão para casa, ou melhor, para Curitiba que desta vez se tornaria sua segunda casa.    

Após o jogo, treinadores e jogadores concederam suas devidas entrevistas e retornaram ao hotel para descanso. O voo de retorno da Chape foi confirmado para depois do almoço.

Curitiba, 05 de dezembro de 2016

18h00              O time da Chapecoense fez um breve treino e reconhecimento de campo no estádio Couto Pereira, palco da grande final. Após a entrevista coletiva, retornaram ao hotel para descanso.

21h00              O Nacional de Medellín desembarcou no aeroporto Afonso Pena em Curitiba. Em seguida, foram trasladados ao hotel para descanso.

Curitiba, 06 de dezembro de 2016

18h00              A equipe do Nacional de Medellín foi trasladada ao estádio Couto Pereira para treino e reconhecimento do gramado. Ficaram felizes ao ver que o templo da grande final é todo decorado nas cores verde e branca. Após o treino fechado, concederam entrevista coletiva e retornaram ao hotel para descanso.

Curitiba, 07 de dezembro de 2016

19h00              Traslado do hotel ao estádio Couto Pereira.

21h30              Entrada das duas equipes em campo para a grande final da Copa Sul-americana. Uma magnífica festa pirotécnica antecedeu a partida.

Os titulares da Chape foram: Danilo; Caramelo, Neto, Thiego e Denner; Josimar, Gil e Cléber Santana; Tiaguinho, Kempes e Hyoran (versão brasileira de Mario Kempes e Johan Cruyff)

Os titulares do Nacional foram: Armani, Bocanegra, Aguilar, Alexis Henríquez, Farid Díaz, Mejía, Alejandro Guerra, Macnelly Torres, Berrío, Ibargüen e Borja.

21h45              O Juiz Daniel Fedorczuk apitou o início da partida

Jogo truncado, nervoso. Nenhum dos dois times quis se expor muito. A bola ficou mais concentrada no meio campo. Nas arquibancadas, milhares de guerreiros Condá empurravam a Chape. Pouco mais de mil torcedores Verdolagas viajaram da Colômbia até Curitiba para a grande final. Todo o estádio ficou vestido de verde e branco, todos insanamente juntos nesta paixão viral que é o futebol. O ritmo acelerado do jogo exigiu o máximo dos atletas, que mais uma vez se entregaram de corpo e alma à disputa. Dois cartões amarelos foram distribuídos, mas não houve deslealdade, apenas excesso de vontade. Três impedimentos foram marcados, e quatro faltas próximas à pequena área foram cobradas – sem sucesso. Aos 94’46” de jogo, Daniel Fedorczuk apitou o final. Ambos os ofensivos times passaram em branco nos dois jogos. A coisa seria mesmo decidida nos pênaltis.

Uma aura celestial tomou conta daquele lugar. Foram cinco cobranças para cada lado. Tomado de uma força extraordinária o goleiro/guerreiro Danilo da Chape defendeu duas cobranças. O estádio primeiro ficou em silêncio para depois explodir em alegria. O narrador Deva Pascovicci quase caiu da cadeira. Restou ao artilheiro Borja a última tentativa do Nacional de Medellín. Sem olhar para o goleiro Danilo, tomou pouca distância e antes de chutar hesitou. A chuteira pegou muito embaixo da bola e acabou soltando um chute estratosférico.

A derradeira felicidade chegou para milhares de pessoas naquela noite inesquecível. Todos se abraçaram entre sorrisos, lágrimas e gritos de “é campeão”. Cléber Santana levantou o troféu ovacionado pela multidão. Logo foi passado de mão em mão para que cada jogador, integrante e familiar pudesse sentir o doce gosto da vitória.

A Chape se sagrou campeã da copa Sul-americana, seu primeiro título internacional. A festa começou no estádio Couto Pereira em Curitiba e se estendeu por dias, com o time desfilando em carro aberto pelas ruas da gloriosa cidade de Chapecó. Esplendorosos tempos de glória para este clube que desde 1973 ascendeu como um verdadeiro guerreiro na história do futebol.

***

Sentada no sofá de casa, estou também entre lágrimas, sorrisos e comemorações. Que coisa fantástica é o futebol. Fico nesta atmosfera de glória e alegria até que ouço uma voz me perguntar “Mas Fabiana, você não torce pro Cruzeiro?” e prontamente respondo:

-Hoje somos todos Chapecoense.

*Dedicado às vítimas e sobreviventes do trágico acidente ocorrido na madrugada de 29 de novembro de 2016 em Medellín.

Final Feliz

Medellín. 29 de noviembre de 2016

02h00              La delegación de la Chapecoense desembarcó en el comienzo de la madrugada en Medellín. El avión  charteado traía además de los jugadores e integrantes del equipo técnico alrededor de 20 periodistas de la prensa brasileña. Fueron recibidos con lluvia y mucha simpatía por los colombianos y luego fueron trasladados al hotel para el descanso.

09h00              Desayuno y período libre para descanso en el hotel.  Algunos jugadores hablaron a la prensa. Otros prefirieron descansar en sus habitaciones o ir al salón de juegos.

18h00              Traslado del hotel al estadio Atanasio Girardot para el entrenamiento y reconocimiento del campo. Los periodistas pudieron acompañar apenas una parte del entrenamiento. Vitorino Chermont entró en vivo desde Fox Sports reportando estupefacto que no había división entre hinchada y cancha. Así mismo, no ocurren invasiones. Entonces, los periodistas fueron dirigidos hasta la sala de prensa para una conferencia después del entrenamiento cerrado. Caio Júnior habló sobre la expectativa e inmensa alegría por disputar el primer título internacional de la historia del club. El arquero Danilo dijo estar preparado para un eventual cierre de penales. Después de la conferencia, traslado al hotel y descanso.

Medellín, 30 de noviembre de 2016

19h00              Traslado del hotel al estadio Atanasio Girardot.

21h30              Los equipos entraron a la cancha para el primer partido decisivo de la gran final de la Copa Sudamericana. Una gran fiesta pirotécnica anticipó el partido.

Los titulares de la Chape fueron: Danilo; Caramelo, Neto, Thiego y Denner; Josimar, Gil y Cléber Santana; Tiaguinho, Kempes y Bruno Rangel - equipo extremamente rápido y ofensivo comandado por Caio Júnior.

Los titulares del Nacional fueron: Armani, Bocanegra, Aguilar, Alexis Henríquez, Farid Díaz, Mejía, Alejandro Guerra, Macnelly Torres, Berrío, Ibargüen y Miguel Borja – equipo también extremamente rápido y ofensivo comandado por Reinaldo Rueda.

21h45              El árbitro Nestor Pitana dio inicio al partido.

El primer partido de la final fue disputadísimo. Cada pelota podría ser decisiva y los atletas dieron la sangre por el título. El Nacional de Medellín empezó más ofensivo, pues estaba en casa. Era el quinto título que disputaba en el año y ya había ganado cuatro. Mientras tanto la Chape, guerrera, intentó mantener un poco de la posesión de bola. La hinchada Verdolaga  una vez más dio un show y compareció en peso. Llenó casi todos los 45 mil lugares en el Atanasio Girardot, excepto por una centena de hinchas de la Chape. Es curioso, pues como ambos los equipos tienen los colores verde y blanco las hinchadas se mezclan. Partido corrido y trabado, algunas faltas normales, resultado de la disputa de la bola. Ninguna tarjeta fue distribuida. Pocas chances de gol, fracasadas o defendidas. El primer capítulo de la final terminó sin goles. La Chape logró su objetivo: empatar y llevar la decisión para casa, o mejor, para Curitiba que de esta vez se tornaría su segunda casa.    

Después del partido, entrenadores y jugadores concedieron sus debidas conferencias y regresaron al hotel para descanso. El vuelo de regreso de la Chape fue confirmado para después del almuerzo.

Curitiba, 05 de diciembre de 2016

18h00              El equipo de la Chapecoense hizo un corto entrenamiento y reconocimiento de la cancha en el estadio Couto Pereira, palco de la gran final. Después de la rueda de prensa, regresaron al hotel para descanso.

21h00              El Nacional de Medellín desembarcó en el aeropuerto Afonso Pena en Curitiba. Enseguida, fueron trasladados al hotel para descanso.

Curitiba, 06 de diciembre de 2016

18h00              El equipo del Nacional de Medellín fue trasladado al estadio Couto Pereira para entrenamiento y reconocimiento de la cancha. Se quedaron felices al ver que el templo de la gran final también es todo decorado en los colores verde y blanco. Después del entrenamiento cerrado, concedieron una conferencia y regresaron al hotel para descanso.

Curitiba, 07 de diciembre de 2016

19h00              Traslado del hotel al estadio Couto Pereira.

21h30              Entrada de los dos equipos en la cancha para la grande final de la Copa Sudamericana. Una magnífica fiesta pirotécnica anticipó el partido.

Los titulares de la Chape fueron: Danilo; Caramelo, Neto, Thiego y Denner; Josimar, Gil y Cléber Santana; Tiaguinho, Kempes y Hyoran (versión brasileña de Mario Kempes y Johan Cruyff).

Los titulares del Nacional fueron: Armani, Bocanegra, Uribe, Alexis Henríquez, Farid Díaz, Mejía, Alejandro Guerra, Macnelly Torres, Berrío, Ibargüen y Borja.

21h45              El árbitro Daniel Fedorczuk dio inicio al partido.

El partido disputado, nervioso. Ninguno de los dos equipos se quiso exponer mucho. La pelota se quedó más concentrada en el medio. En las tribunas, miles de guerreros Condá alentaban la Chape. Poco más de mil hinchas Verdolagas viajaron desde Colombia hasta Curitiba para la gran final. Todo el estadio se vistió de verde y blanco, todos insanamente juntos en esta pasión viral que es el fútbol. El ritmo acelerado del partido exigió el máximo de los atletas, que una vez más se entregaron de cuerpo y alma a la disputa. Dos tarjetas amarillas fueron distribuidas, pero no hubo deslealtad, apenas exceso de voluntad. Por tres veces algún jugador estuvo inhabilitado, y cuatro faltas próximas del área chica fueron cobradas – sin éxito. A los 94’46” del partido, Daniel Fedorczuk decretó su final. Ambos los ofensivos equipos pasaron en blanco en los dos partidos. La cosa sería mismo decidida en los penales.

Un aura celestial tomó aquel lugar. Fueron cinco tiros para cada lado. Tomado de una fuerza extraordinaria el arquero/guerrero Danilo de la Chape atajó dos tiros. El estadio se quedó primero en silencio para después explotar en alegría. El relator Deva Pascovicci casi se cayó de la silla. Restó al goleador Borja el último intento del Nacional de Medellín. Sin mirar al arquero Danilo, tomó poca distancia y antes de patear dudo. El botín se quedó muy debajo de la pelota y terminó soltando un zapataso estratosférico.

La plena felicidad llegó para miles de personas en aquella noche inolvidable. Todos se abrazaron entre sonrisas, lágrimas y gritos de “dale campeón”. Cléber Santana alzó el trofeo aclamado por la multitud. Luego fue pasado de mano en mano para que cada jugador, integrante del cuerpo técnico y familia pudiera sentir el dulce sabor de la victoria.

La Chape se consagró campeona de la Copa Sudamericana, su primer título internacional. La fiesta comenzó en el estadio Couto Pereira en Curitiba y se extendió por días, con el equipo desfilando en el camión de bomberos por las calles de la gloriosa ciudad de Chapecó. Esplendorosos tiempos de gloria para este club que desde su fundación en 1973 ascendió como un verdadero guerrero en la historia del fútbol.

***

Sentada en el sofá de mi casa, también estoy entre lágrimas, sonrisas y festejos. Que cosa fantástica es el fútbol. Me quedo en esta atmósfera de gloria y alegría hasta que oigo una voz que me pregunta “Pero Fabiana ¿No eras hincha de Cruzeiro?” y rápidamente contesto:

-Hoy somos todos Chapecoense.

*Dedicado a las víctimas y sobrevivientes del trágico accidente ocurrido en la madrugada del día 29 de noviembre en Medellín.

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Fabiana de Gouvea Torres

É bacharela em Turismo e mineira de corpo e alma. Leitora fervorosa e apaixonada. Mãe, esposa e dona de casa zelosa, na hora do recreio viaja pelo mundo da literatura.

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