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A Derradeira Felicidade Caso IX: O Minuto Final

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“Glória àquele que cumpre o dever de ser forte, forte dentro da fé,

forte na fé perdida, e, que depois de amar a belleza da vida, morre

glorificando a belleza da morte”

Heitor Lima

Minha vida é uma sucessão infinita de pequenos momentos felizes num mar de dificuldades. Desde pequeno já sabia o que queria. Estudei, me preparei e fui atrás dos meus sonhos.

Trabalho estoicamente todos os dias, sem medir forças. Não emprego limites ao meu corpo e nem à minha mente. A minha maior frustração é quando a natureza me recorda que não sou invencível. Nesse processo que chamamos de vida, já passei por diversas situações-limite. Em algumas delas, acreditei que o decisivo momento da morte havia chegado. Contudo, talvez por milagre, continuo aqui em minha luta.

Acordo todos os dias pensando em como poderia me esforçar mais e fazer o meu melhor. Meu objetivo é fazer a diferença, usando todos os meus recursos para contribuir com a construção de uma sociedade plural e mais justa.

Não há um dia sequer em que não pense no momento decisivo. Muitas pessoas que conheço têm medo da morte. Eu a vejo de outra maneira. Para mim, ela significa aquele instante de plenitude, em que uma vida inteira de luta e trabalho finalmente se completa. Como uma pedra bruta, que após passar anos sendo lapidada finalmente reluz como um diamante.

O fugaz instante da morte talvez seja um momento de redenção. Não sei o que me aguarda do outro lado, mas acredito na paz e na tranquilidade, naquela sensação de dever cumprido – pelo pouco que alguém consegue construir e realizar durante a vida.

O sábio legislador ateniense Sólon argumentou que só era possível atribuir o adjetivo “feliz” após a análise de toda a vida de uma pessoa, ou seja, após a morte.

Não tenho pretensão de ser celebrado ou lembrado quando me for. Quero estar em paz comigo mesmo, certo de que fui quem sonhei ser.

Espero que você, que esteja lendo isto agora me entenda. Tive vários momentos felizes em minha vida. Não sei até quando estarei neste mundo, mas preciso de mais tempo para realizar os meus objetivos – que aliás são muitos.

Pode soar mórbido, mas para mim, o derradeiro momento de felicidade será o meu minuto final. Irei renascer em minha morte, poderei fechar os olhos e voar através do infinito.

La Plena Felicidad

Caso IX: El Minuto Final

 “Gloria a aquel que cumple la obligación de ser fuerte, fuerte dentro de la fe,

fuerte en la fe perdida, y, que después de amar la belleza de la vida, se muere

glorificando la belleza de la muerte”

Heitor Lima

Mi vida es una sucesión infinita de pequeños momentos felices en un mar de dificultades. Desde pequeño ya sabía el que quería. Estudié, me preparé y fui por mis sueños.

Trabajo estoicamente todos los días, sin medir fuerzas. No empleo límites a mi cuerpo y tampoco a mi mente. Mi mayor frustración es cuando la naturaleza me hace acordar que no soy invencible. En este proceso que llamamos de vida, ya pasé por diversas situaciones-límite. En algunas, creí que el decisivo momento de la muerte había llegado. Sin embargo, tal vez por milagro, sigo aquí en mi lucha.

Me despierto todos los días pensando en cómo hacer más esfuerzo para que todo sea mejor. Mi objetivo es hacer la diferencia, empleando todos mis recursos para contribuir con la construcción de una sociedad plural e igualitaria.

No hay un día en que no piense en el momento decisivo. Muchas personas que conozco tienen miedo a la muerte. Yo la veo de otra manera. Para mí, ella significa aquel instante de plenitud, en que una vida entera de lucha y trabajo finalmente se completa. Como una piedra bruta, que tras pasar años siendo lapidada finalmente luce como un diamante.

El fugaz instante de la muerte quizás sea un momento de redención. No sé lo que me espera del otro lado, pero creo en paz y tranquilidad,  en aquella sensación de deber cumplido – por lo poco que alguien consigue construir y realizar durante su vida.

El sabio legislador ateniense Sólon argumentó que solamente sería posible atribuir el adjetivo “feliz” después de analizar toda la vida de una persona, o sea, después de la muerte.

No tengo pretensión de ser celebrado o que se recuerden cuando me vaya. Quiero estar en paz conmigo, cierto de que fui quien soñé ser.

Espero que tú, que estás leyendo esto ahora me entiendas. Tuve varios momentos felices en mi vida. No sé hasta cuando estaré en este mundo, pero necesito más tiempo para lograr  mis objetivos – que no son pocos.

Puede parecer mórbido, pero para mí, el momento de la plena felicidad será el minuto final. Iré renacer en mi muerte, podré cerrar los ojos y volar través del infinito. 

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Fabiana de Gouvea Torres

É bacharela em Turismo e mineira de corpo e alma. Leitora fervorosa e apaixonada. Mãe, esposa e dona de casa zelosa, na hora do recreio viaja pelo mundo da literatura.

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