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A Derradeira Felicidade – Capítulo Final Caso XV: A Busca

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Primeiramente quero agradecer a você que confidenciou sua história, leu, compartilhou e prestigiou este conjunto de quinze textos sobre o objetivo máximo de todos nós: a Felicidade. Foi possível observar que o conceito é variável para cada um. Vimos histórias de pessoas que explodiram de felicidade por um amor correspondido, um vídeo game, instrumento musical, reencontrando entes queridos, se elevando espiritualmente e até divagando sobre o momento da morte. Cada história é única, bem como seu dono.

O nosso capítulo final sobre este assunto conta o relato de uma pessoa que ainda não foi feliz. Pode parecer estranho, mas ouvi com frequência esta resposta enquanto colhia depoimentos para escrever estes textos. Não pense você que estas pessoas sejam depressivas, rabugentas ou melancólicas. Tiveram alegrias em seu caminho, porém não alcançaram ainda aquilo que possam chamar de plena felicidade.

A personagem da vida real de hoje tem vinte e cinco anos e deveria estar vivendo o melhor momento de sua vida. Compromissos, trabalho, faculdade, sonhos, metas, alguém para amar... Mas enfim, sua vida sofreu uma reviravolta. De maneira brutal, todos os problemas, crises e partes não resolvidas de sua infância vieram à tona. Há uma nuvem cinzenta sobre sua cabeça que não deixa seus pensamentos evoluírem.

O sentimento é de perda. O que foi perdido pode ser encontrado, mas e o que nunca existiu? Será possível resgatar algo desconhecido das profundezas? E se você não for quem pensava que era? É possível inventar outra pessoa dentro de você mesma? É possível deixar o passado para trás e viver apenas o presente e o futuro?

A história de hoje é sobre uma pessoa que não se encaixa em nada. Em nenhum perfil, padrão ou lugar. Precisa se encontrar, reencontrar, mais que isso, saber quem é de fato. Está perdida no mundo e dentro de si mesma. É um esboço, uma obra inacabada que não consegue sair do lugar. Não por inércia, mas sim por desnorteamento.  

Tem ideias várias e entusiasmo no início. Porém, logo abandona aquilo que começou e parte para algo novo que também será esquecido. É uma sucessão de projetos abandonados, ciclos inacabados. Persistente, volta atrás e tenta terminar o que começou. Coragem lhe sobra, para cair e levantar quantas vezes for necessário. 

Se perguntarmos à personagem o que é a felicidade, nos responderá com maestria. Falará dos vários conceitos abordados nesta série de textos e de outros mais. Com certeza sabe o que é, mas não a sente.

A raça humana é de natureza inquieta e insatisfeita. Prova disso, é que poderíamos estar ainda vivendo como homens das cavernas e veja só no que nos transformamos. Aprove ou não, evoluímos e dominamos todos os recursos ao nosso redor. A marca de nosso tempo é a ansiedade. Precisamos ter tudo agora, de maneira rápida e eficiente.

Muitas vezes não percebemos ou queremos aceitar que as coisas não são instantâneas e sim frutos de um processo. Esta palavra basicamente significa ação continuada, realização contínua e prolongada de uma atividade.

A vida é um tipo de processo. Do começo ao fim, passamos por situações e desafios. Lutamos, ganhamos, perdemos, crescemos, aprendemos. Neste processo, nos perdemos e nos encontramos; nos descobrimos e nos abandonamos. Vivemos essa busca por nós mesmos e por nosso espaço no mundo. Se não nos encaixarmos em nada, temos a oportunidade de criarmos um novo padrão para as coisas. Que nossa inquietude e insatisfação nos motivem a buscarmos a felicidade até o minuto final.

Busque a felicidade e ela virá até você.  

La Plena Felicidad – Capítulo Final

Caso XV: La Búsqueda

Primeramente quiero agradecer a ti que confiaste tu historia, leíste, compartiste y disfrutaste este conjunto de quince textos sobre el objetivo máximo de todos: la Felicidad. Fue posible observar que el concepto es variable para cada uno. Vimos historias de personas que explotaron de felicidad por un amor correspondido, un video game, instrumento musical, reencontrando personas queridas, elevándose espiritualmente y hasta divagando sobre el momento de la muerte. Cada historia es única, así como su dueño.

Nuestro capítulo final sobre este tema cuenta el relato de una persona que aún no fue feliz. Puede parecer raro, pero escuché con frecuencia esta respuesta mientras oía testimonios para escribir estos textos. No piensas que estas personas sean depresivas, pesadas o melancólicas. Tuvieron alegrías en su camino, sin embargo no alcanzaron aun lo que puedan llamar de plena felicidad.

El personaje de la vida real de hoy tiene veinticinco años y debería estar viviendo el mejor momento de su vida. Compromisos, trabajo, facultad, sueños, metas, alguien para amar... Pero al fin, su vida sufrió vuelta. De manera brutal, todos los problemas, crisis y partes no resueltas de su infancia emergieron. Hay una nube gris sobre su cabeza que no deja evolucionar sus pensamientos.

El sentimiento es de pérdida. Lo que se perdió puede ser encontrado, ¿pero y lo que nunca existió? ¿Será posible rescatar algo desconocido de las profundidades? ¿Y si no eras quien pensabas que eras? ¿Es posible inventar otra persona dentro de ti misma? ¿Es posible dejar el pasado hacia tras y vivir apenas el presente y el futuro?

La historia de hoy es sobre una persona que no se encaja en nada. En ningún perfil, padrón o lugar. Necesita encontrarse, reencontrarse, más que eso, saber quién es en realidad. Está perdida en el mundo y dentro de sí misma. Es un borrador, una obra inacabada que no consigue salir del lugar. No por inercia, pero si por desconcierto. 

Tiene ideas varias y entusiasmo al inicio. No obstante, luego abandona lo que comenzó y parte para algo nuevo que también será olvidado. Es una sucesión de proyectos abandonados, ciclos inacabados. Persistente, vuelve atrás e intenta terminar el que empezó. Coraje le sobra, para caerse y levantar cuantas veces sea necesario. 

Si preguntamos al personaje que es la felicidad, nos contestará con maestría. Hablará de los varios conceptos abordados en esta serie de textos y de otros más. Seguramente sabe que es, pero no la siente.

La raza humana es de naturaleza inquieta e insatisfecha. La prueba es que podríamos estar aún viviendo como cavernícolas y mira en el que nos transformamos. Apruebe o no, evolucionamos y dominamos todos los recursos en nuestro alrededor. La marca de nuestro tiempo es la ansiedad. Necesitamos tener todo ahora, de manera rápida y eficiente.

Muchas veces no percibimos o queremos aceptar que las cosas no son instantáneas y si frutos de un proceso. Esta palabra básicamente significa acción continua, realización continua y prolongada de una actividad.

La vida es un tipo de proceso. Del comienzo al final, pasamos por situaciones y retos. Luchamos, ganamos, perdemos, crecemos, aprendemos. En este proceso, nos perdemos y nos encontramos; nos descubrimos y nos abandonamos. Vivimos esa búsqueda por nosotros mismos y por nuestro espacio en el mundo. Si no nos encajarmos en nada, tenemos la oportunidad de criarnos un nuevo padrón para las cosas. Que nuestra inquietud e insatisfacción nos motiven a buscar la felicidad hasta el minuto final.

Busca la felicidad y ella vendrá hasta ti. 

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Fabiana de Gouvea Torres

É bacharela em Turismo e mineira de corpo e alma. Leitora fervorosa e apaixonada. Mãe, esposa e dona de casa zelosa, na hora do recreio viaja pelo mundo da literatura.

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