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A Ética Capitalista e o Espírito do Consumo: O capitalismo como religião

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             Um dos aspectos basilares que permeia o pensamento de Marx (1982) é a constituição das relações produtivas enquanto força criadora da cultura, direito, religião e etc. As relações infraestruturais - dadas por sua materialidade - constituem formas ideológicas superestruturais que legitimam e naturalizam desigualdades sociais. Na contramão argumentativa, Masrshall Sahlins (2003) aponta que a ordem simbólica contextual da cultura cria elementos e especifica as relações produtivas. Situados em polos diametralmente opostos, Marx (1982) e Sahlins (2003) reforçam a circularidade do movimento relacional entre a ordem simbólica e relações produtivas para explicar qual polo possui precedência sobre o outro. Sendo um simpatizante do pós-estruturalismo antropológico, essencialmente da problemática ainda em desenvolvimento da “virada ontológica”, creio não poder advogar para qualquer um dos lados, mas propor um meio termo.

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Memento Mori

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“Apenas a carne mergulhada no mais puro caos

Deve servir de alimento.

Se queres conhecer os segredos que aqui jazem,

Beba do sangue dos impuros,

Pois o mal que espreita à porta

Só é convidado a entrar com a morte.”

Abdul Alhazred: Al-Azif - Necronomicon

            (...) Quando o padre Eosphorus abriu seus olhos, encontrava-se amarrado em uma coluna arredondada na antiga construção que, a algumas horas antes, permanecia à espreita. O lugar era iluminado com algumas velas que já queimavam por muitas horas, a julgar pelo tamanho. As paredes eram quase totalmente preenchidas por um mofo escurecido que exalava um fétido odor de podridão, mas que com o tempo naturalizava-se ao nariz de qualquer um que permanecesse presente naquele estranho lugar por mais que algumas horas. As janelas eram pintadas de tinta preta, evidenciando as más intenções de quem utilizava o lugar, apesar de não estar claro que acontecia. Apesar de ser uma casa de tamanho médio, as paredes internas foram removidas para que se tornasse apenas um grande cômodo, tal como um templo. Haviam oito bancos de igreja, quatro de um lado e quatro de outro, com uma passagem no centro, contendo cerca de um metro de largura. A coluna em que Eosphorus fora amarrado encontrava-se à frente e ao centro dos bancos, o que o deixara com um mal pressentimento.

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A misantropia de Lovecraft: pintura e tragédia como impulso criativo

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"Não está morto aquele que pode eternamente jazer, embora, em estranhas eras, até a morte virá a morrer" (H.P. Lovecraft, 1928)"

Certamente a vida de um escritor é uma de suas principais fontes de inspiração, seja nas boas ou, como no caso, nas más experiências. Howard Phillips Lovecraft (1890-1937), escritor estadunidense responsável por revolucionar e dar novas facetas ao gênero literário de terror, foi um grande exemplo do que pretendo abordar: de origem abastada, desenvolveu interesse pela literatura e poesia desde a mais tenra idade.

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