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Patíbulo e Perdão, publicado, na revista Cult de abril, edição nº. 200, por Flávio Ricardo Vassoler.

Chicago, 08 de abril de 2014

 

Publicado, na revista Cult de abril de 2015, edição nº. 200, o ensaio de minha autoria intitulado Patíbulo e Perdão, o trigésimo quinto texto escrito diretamente aqui dos Estados Unidos. Eis o link para um trecho do meu ensaio a partir do site da revista Cult: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/…/patibulo-e-perdao/. A Cult já está nas bancas aí do bom e velho Brasil, pessoal.

Meus amigos,

A edição nº. 200 da revista Cult (abril de 2015) acaba de publicar um ensaio de minha autoria intitulado Patíbulo e Perdão.

O ensaio em questão, narrado dialeticamente, discorre sobre as afinidades eletivas envolvendo três situações escatológicas:

I. Tese: o fuzilamento do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em um presídio de segurança máxima na ilha de Nusa Kambangan, na costa sul da Ilha de Java, na Indonésia, em janeiro deste ano;

II. Antítese: em 1849, a experiência de quase morte do escritor russo Fiódor Dostoiévski diante do pelotão de fuzilamento, em São Petersburgo - o tsar comutou a sentença capital instantes antes de o pelotão engatilhar os rifles;

III. Síntese? No Irã, há um ano, uma mãe teve um sonho pra lá de inusitado com o filho que fora assassinado. Além de dizer à mãe que estava bem, o filho lhe pedira para que não houvesse vingança. Assim, a mãe, em meio ao cadafalso, perdoou ao assassino de seu filho à iminência de o condenado ser enforcado.

Que sentido a eternidade a embasar o perdão nos poderia fornecer para a ressignificação do patíbulo?

Eis o que Patíbulo e Perdão procura narrar. Aqui está um link para trechos do texto a partir do site da revista Cult: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/…/patibulo-e-perdao/.

A Cult nº. 200 já está nas bancas aí do Brasil, pessoal.

Gostaria muito de agradecer à editora-chefe da Cult, Daysi Bregantini, pela recepção entusiasmada em relação ao meu trabalho. Muito obrigado pela confiança, Daysi, é um grande prazer ver o meu texto na CULT, revista que acompanho com muito interesse há tantos e tantos anos.

E, last but not least, quero agradecer ao meu amigo Vicente De Arruda Sampaio, que, lá pelo fim de janeiro, me enviou o link para uma reportagem sobre a escatologia do perdão que havia ocorrido em terras iranianas. A partir daí, minha imaginação começou a sondar as afinidades eletivas entre o patíbulo e o perdão. Viça, muito obrigado, velhão!

Aqui estão os tópicos que compõem a revista Cult de abril, pessoal:

- Dossiê: Roland Barthes, 100 anos - legado do pensador é revisitado por Leyla Perrone-Moisés, Leda Tenório da Motta, Claudia Amigo Pino e Rodrigo Fontanari;

- Entrevista: Christian Dunker, em conversa com Manuel da Costa Pinto, reflete sobre o mal-estar da sociedade brasileira;

- Especial: Orson Welles, cujo centenário de nascimento é comemorado em maio, continua incômodo, por Adalberto Müller;

- Ensaio: O fuzilamento de Marco Archer, na Indonésia, e a literatura, por Flávio Ricardo Vassoler;

- Crítica: Os objetos e a memória na poesia da portuguesa Adília Lopes, por Heitor Ferraz Mello;

- Perfil: O multiartista Arthur Omar procura, em seu novo livro, a infinitude potencial da percepção, por Helder Ferreira;

- Marcia Tiburi: "Na moral religiosa e capitalista, não há tempo para o tempo";

- Welington Andrade: A experiência coletiva na cena teatral contemporânea;

- Retrato do Artista: O poeta Horácio Costa, por Claudio Daniel;

- Oficina Literária: Mariana Fernandes Perna;

- Retrato: Luiz Melodia, por Daryan Dornelles;

- Lançamentos: Robert Walser, Eric Nepomuceno, Berta Waldman, Rodrigo Garcia Lopes e mais.

Já nas bancas!

Leia trechos do conteúdo da revista no site da CULT: http://revistacult.uol.com.br/.

Um abraço a todos,

Flávio Ricardo Vassoler

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Flávio Ricardo Vassoler

Flávio Ricardo Vassoler, escritor e professor, é mestre e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH-USP, com estágio doutoral junto à Northwestern University (EUA). É autor das obras literárias Tiro de Misericórdia (nVersos, 2014) e O Evangelho segundo Talião (nVersos, 2013) e organizador do livro de ensaios Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman: O niilismo da modernidade (Intermeios, 2012). Periodicamente, atualiza o Portal Heráclito, www.portalheraclito.com.br, página em que posta fragmentos de seus trabalhos literários, os programas do Espaço Heráclito e fotonarrativas de suas viagens pelo mundo.

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