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Na guerra, Pôncio Pilatos não pode lavar as mãos

Imagem Divulgação - Foto de Flávio Ricardo Vassoler Imagem Divulgação - Foto de Flávio Ricardo Vassoler

Washington, D.C., 25 de dezembro de 2014

            Museu do Holocausto.

Recordações da casa dos mortos.

I. Livre arbítrio

Mais um trem de carga humana atravessa o portão de Auschwitz II – Birkenau.

            Em meio a um vagão de gado abarrotado, a senhora Eva Rosenbaum abraça com ainda mais sofreguidão a filha Magdalena e a netinha Shoshana conforme o trem vai parando.

            – Shoshana, meu amor, não chora, fica quietinha, meu bem, ninguém pode notar a gente... Pensa naquela estrelinha bonita que a gente viu no aniversário do vovô, meu bem – aquela estrelinha que ia dar verruga na ponta do teu dedinho de tanto cê apontar pro céu todo brilhante, meu amor...

            – Mas, vovó, cadê o vovô, onde é que ele tá?

            Se Shoshana já soubesse que o Papai Noel não existe, os rostos extenuados da vó e da mãe – verdadeiras antessalas de máscaras mortuárias – lhe diriam que o vovô, que já descansa em paz, está melhor do que nós, meu amor, ele tá bem, não se preocupe.

            Súbito, soldados da SS escancaram o vagão – ainda que baça, a luz de inverno penetra nos corpos-carcaças como um punhal a escarafunchar feridas purulentas.

Aussteigen! Los, aussteigen! (Saiam! Vamos, desçam!)       

Astuta, a senhora Rosenbaum espicha o pescoço como um periscópio por sobre o mar de corpos-esqueletos e nota que, a alguns metros do vagão, os soldados da SS, obedecendo caninamente às ordens de um funcionário de bata branca como a neve, vão cindindo a carga humana em duas filas: à esquerda, idosas – a maioria com um lenço negro atado sob o queixo e a lhes cobrir a cabeça – e crianças; à direita, mulheres ainda aptas à escravidão.

Quando a senhora Rosenbaum entrevê que Magdalena e Shoshana serão separadas para sempre, a vó enlaça a filha e a netinha e estaca junto ao vagão.

– Los, weiter, weitergehen, los! (Vamos, continuem, continuem andando, vamos!)

Quando os soldados se dão conta de que vó, mãe e netinha não vão se mover, eles já aprumam cassetetes e coturnos – mas, ao longe, o funcionário de bata branca como a neve, também conhecido como Dr. Josef Mengele, grita NEIN! e acorre até o local do imbróglio que está atravancando a marcha industrial da morte.

– Aber was ist passiert? (Mas o que foi que aconteceu?)

Com um ódio devidamente civilizado pela burocracia, os soldados apontam, com os cassetetes, para o abraço de vó, filha e netinha.

O Dr. Josef Mengele esboça um sorriso de soslaio quase indiscernível, apruma o quepe com a caveira da SS e a bata branca como a neve e se dirige à senhora Rosenbaum:

– Sprichst du Deutsch? (Você fala alemão?)

Com a tremedeira, Magdalena consegue sentir cada osso do corpo.

Shoshana faz xixi na neve.

A senhora Rosenbaum, mãe e avó, precisa ser ainda mais forte.

– Nicht sehr gut, mein Herr, aber ich verstehe Deutsch besser als ich spreche. (Não muito bem, meu senhor, mas eu entendo o alemão melhor do que eu falo.)

– Das ist aber klar. Ich werde langsam sprechen. (Está claro. Eu vou falar devagar.)

A senhora Rosenbaum faz um leve aceno com a cabeça e abraça Magdalena e Shoshana com ainda mais ímpeto.

Sem mover um só vinco do rosto, o Dr. Mengele saca uma cigarreira de prata e um isqueiro fosco do bolso direto de sua bata. O médico leva um cigarro com filtro dourado à boca e dá três crispadas no isqueiro até começar a inalar a fumaça que não vai asfixiá-lo.

Em suas milhares e milhares de triagens, o Dr. Mengele já se deparara com os mais diversos caracteres e reações humanos. Ainda assim, a altivez do rosto da senhora Rosenbaum não deixa de ser pitoresca.

Súbito, após expelir uma nuvem de fumaça sobre vó, mãe e netinha, o Dr. Mengele sentencia:

– Sie müssen weitergehen. Sofort! (Vocês têm que continuar a andar. Imediatamente!)

Shoshana já não consegue gemer baixinho e começa a ranger os dentes de medo e de frio.

Antes de latir novamente, o Dr. Mengele expele o cigarro na neve e o esmaga com o coturno direito:

– Sofort! (Imediatamente!)

Pressentindo que a agonia de Magdalena já estava a ponto de perder as estribeiras, a senhora Rosenbaum volta a tomar a dianteira:

– Aber, mein Herr, wir sind eine Familie... Ich habe hier meine Tochter und meine Enkelin… (Mas, meu senhor, nós somos uma família… Eu tenho aqui a minha filha e a minha neta...)

Antes de latir novamente, o Dr. Mengele esmaga o cigarro ainda mais com o coturno direito:

– Wie viele Familien siehst du hier? (Quantas famílias você está vendo aqui?)

A senhora Rosenbaum une as mãos em palma como se fosse fazer uma oração e suplica ao Dr. Mengele:

– Aber, mein Herr, ich kann nur meine Familie schützen… (Mas, meu senhor, eu só consigo proteger a minha família...)

Ao ouvir essas palavras com os soluços de Shoshana ao fundo, o Dr. Mengele acopla o queixo entre o polegar direito e a primeira falange do indicador.

O médico começa a olhar minuciosamente para vó, mãe e filha como se estivesse a dissecá-las.

Súbito, o Dr. Mengele agarra o braço esquerdo da senhora Rosenbaum – ato contínuo, os soldados se apoderam de Magdalena e Shoshana. (Com um breve aceno do Dr. Mengele, os soldados já sabem que precisam amordaçar os gritos de pavor e desespero de mãe e filha.)

Não sem alguma dificuldade, o Dr. Mengele logra arrastar uma convulsionada senhora Rosenbaum a uma distância de, digamos, 50 passos de onde estão Magdalena e Shoshana.

Súbito – mas não sem antes acender um segundo cigarro de filtro dourado e ajeitar novamente o quepe com a caveira da SS e a bata branca como a neve –, o Dr. Mengele aponta para a filha e a netinha da senhora Rosenbaum – e sentencia:

– Du weißt, was es passieren wird… (Você sabe o que vai acontecer…)

Lágrimas caem abundante e sinuosamente dos olhos da senhora Rosenbaum – é como se, em sinal de despedida, elas precisassem percorrer cada um dos vincos e sulcos daquele rosto arado pelo sofrimento.

– Du weißt, was es passieren wird, aber ich werde dir eine Chance geben, die die Natur uns fast nie gibt. (Você sabe o que vai acontecer, mas eu vou te dar uma chance que a Natureza quase nunca nos dá.)

Quando a senhora Rosenbaum faz menção de se ajoelhar para suplicar, o Dr. Mengele acena para que ela se mantenha de pé e o escute com muita, mas muita atenção.

– Wer wird überleben? Du, deine Tochter oder deine Enkelin? Die Natur wird es entscheiden. Die Entscheidung gehört der Natur. Aber es gibt kein Mitleid in der Natur. Die Natur respektiert nicht, was schwach ist. Die Natur schützt nur die Kraft, weil die Kraft das Wesen der Natur ist. Warum musst du befolgen? Warum kann ich führen? Frag der Natur! (Quem sobreviverá? Você, tua filha ou a tua neta? A Natureza decidirá. A decisão pertence à natureza. Mas não há compaixão na natureza. A natureza não respeita o que é fraco. A natureza só protege a força, porque a força é a essência da natureza. Por que você deve obedecer? Por que eu posso comandar? Pergunte à natureza!)

O Dr. Mengele dá uma longa tragada em seu cigarro – as brasas estão a ponto de atingir o filtro dourado –, e então o médico prossegue (não sem antes expelir a fumaça sobre o lenço negro que envolve a cabeça da senhora Rosenbaum).

– Ich befolge immer der Natur, deshalb habe ich kein Mitleid. Aber du bist eine Oma, du bist eine Mutti... Du musst Mitleid haben! Du weißt, dass du nicht überleben wirst, weil du alt und schwach bist, weil du nicht mehr arbeiten kannst. Das weißt du. Und wenn ich nur die Natur hören würde, müsste ich deine Tochter auswählen, weil sie arbeiten kann. Also müsste deine kleine Enkelin mit dir sterben. Du weißt es. Das weißt du sehr gut. Aber du musst Mitleid haben… Und wie die Natur diese Macht mir gegeben hat, will ich eine Chance dir geben: Dort sind deine Tochter und deine kleine Enkelin. Die Natur kann sie beide nicht mehr ertragen. Deshalb musst du jetzt entscheiden: Wer wird überleben? Die Mutter oder die Tochter? (Eu obedeço sempre à Natureza, por isso eu não tenho compaixão. Mas você é vovó, você é mamãe... Você precisa ter compaixão! Você sabe que não vai sobreviver, porque você é velha e fraca, porque você já não pode trabalhar. Isso você sabe. E se eu ouvisse apenas a natureza, eu deveria escolher sua filha, porque ela pode trabalhar. Assim, a tua netinha deveria morrer com você. Você sabe disso. Você sabe disso muito bem. Mas você precisa ter compaixão... E como a natureza me deu esse poder, eu quero te dar uma chance: ali estão a tua filha e a tua netinha. A natureza já não consegue suportar a ambas. Por isso, você deve decidir: quem sobreviverá? A mãe ou a filha?)

Em suas milhares e milhares de triagens, o Dr. Mengele já se deparara com os mais diversos caracteres e reações humanos. Por isso, o médico prontamente enlaça a senhora Rosenbaum, que, diante da decisão a que o nazista a coage, se põe completamente desesperada e começa a se debater e a se contorcer sem solução.

            Quando o desespero exaure a ira e a dor da senhora Rosenbaum – a avó e mãe já não tem forças sequer para soluçar –, o Dr. Mengele, após acender mais um cigarro de filtro dourado e ajeitar o quepe com a caveira da SS e a bata branca como a neve, aponta para Magdalena e Shoshana novamente:

            – Wer wird überleben? Deine Tochter oder deine kleine Enkelin? Du musst es entscheiden! Sofort! (Quem sobreviverá? Tua filha ou tua netinha? Você precisa decidir! Imediatamente!)

            Quando a senhora Rosenbaum faz menção de esconder o rosto entre as mãos, o Dr. Mengele saca uma moeda de ouro do bolso – moeda surrupiada de uma remessa humana que chegara a Birkenau horas antes – e a aponta para Magdalena e Shoshana:

            – Wenn du diese Entscheidung nicht machen willst, werde ich dem Zufall fragen. Der Zufall ist der Bruder der Natur: Kopf für deine Tochter, Zahl für deine kleine Enkelin. Alea jacta est! (Se você não quiser decidir, eu vou perguntar ao acaso. O acaso é irmão da natureza: cara para a tua filha, coroa para a netinha. Alea jacta est!)

            Antes de desmaiar, a senhora Rosenbaum teria apontado o dedo para Magdalena, segundo as anotações encontradas em uma das cadernetas do Dr. Mengele.

            Da mesma caderneta também constam as seguintes observações: “Die Natur hat die Kultur geschlagen, und der Instink hat das Mitleid überwunden. Unbewußtlich hat die Mutter/Großmutter ihre Tochter ausgewählt, weil die mehr Chancen hat, um überleben zu können und um neue Kinder zu haben. Ohne den Schutz ihrer Großmutter und ihrer Mutter, würde die Enkelin niemals überleben. Deshalb hat die Natur die Entscheidung der Großmutter unbewußtlich geführt. Nietzsche war ganz richtig”. (“A natureza derrotou a cultura, e o instinto superou a compaixão. Inconscientemente, a avó/mãe escolheu sua filha, porque ela tinha mais chances de sobreviver e de ter novos filhos. Sem a proteção de sua avó e de sua mãe, a neta jamais sobreviveria. Por isso, a natureza conduziu, inconscientemente, a decisão da avó. Nietzsche estava totalmente certo”.)

II. Crime como castigo

            Gueto de Varsóvia, às vésperas de o Exército Vermelho dar cabo da dominação nazista sobre a capital polonesa – os judeus encalacrados já saúdam a artilharia soviética às margens do Vístula como os sinos da libertação.

            Certa madrugada, caminhões e mais caminhões abarrotados de soldados da SS invadem o gueto.

            Logo as mães judias descobrirão que se trata de superar o infanticídio decretado pelo rei Herodes I, o Grande, contemporâneo do Menino Jesus: consta que Hans Frank, Governador Geral da Polônia, ordenara que todas as crianças fossem exterminadas pela SS. “Se a guerra está se voltando contra o Reich, ao menos o joio judeu já não poderá degenerar o trigo ariano”.

            Em poucos minutos (se tanto), os soldados da SS ocupam todos os logradouros estratégicos.

            Súbito, soldados munidos de baionetas começam a invadir os edifícios.

            Choro e ranger de dentes.

            Orações, súplicas e gritos de pavor e desespero – Deus permanece em silêncio.

            Choro e ranger de dentes.

            O soldado frankfurtiano Fritz, pai do menino Eugen, de 3 anos (se tanto), vai descendo uma escada cheia de nódoas viscosas para chegar ao porão.

            O soldado berlinense Walther segue Fritz.

            O porão está tomado por montes e mais montes de feno.

            “Quantos estarão escondidos por aqui?”

            Walther vai pela direita, Fritz tateia pela esquerda.

            Súbito, Fritz é tomado pelo terror ao ver Walther espetar uma criança envolta pelo feno com sua baioneta – mas e se aquele menino fosse Eugen, Fritz, e se você estivesse assistindo ao empalamento do seu próprio filho?

            Quando a mãe que acabara de presenciar a degola do filho emerge do feno e tenta se vingar de Walther, o soldado rasga o pescoço da progenitora como se a baioneta estivesse deslizando pela manteiga.

            Mãe e filho degolados jazem junto ao coturno de Walther.

            Fritz está encharcado de suor e agonia – Walther começa a latir contra Fritz para verificar se o colega de farda está cumprindo as ordens com o devido profissionalismo.

            Fritz sobe sobre o tampo de uma mesa de madeira e mergulha a baioneta no feno para ver se espeta alguma presa.

            Súbito, Fritz entreouvê grunhidos – em meio ao feno, Zuzanna e Inesz tentam calar os gemidos de seus bebês pra lá de sedentos e famintos.

            Para tentar ludibriar a sede e os gemidos do pequenino Jozef, Zusanna urina na mão esquerda em cuia e embebe a boquinha do filho.

            Inesz só faz tapar a boquinha de Istvan para salvá-lo.

            Fritz apruma os ouvidos e como que chega a sentir o calor da respiração desesperadamente entrecortada daquelas mães – mais um pouco e o pequeno Jozef começaria a brincar com a ponta enferrujada da baioneta de Fritz.

            – Etwas gefunden? (Encontrou algo?) – pergunta Walther.

            O soldado frankfurtiano Fritz, pai do menino Eugen, de 3 anos (se tanto), lhe responde que não.

            Poucos minutos depois, Walther e Fritz saem do porão.

            Quando voltam a se acostumar ao silêncio e começam a se sentir tremulamente seguras, Zuzanna e Inesz emergem do feno.

            De tão aliviada e contente, Zuzanna chega a lançar o pequeno Jozef para o alto e começa a beijá-lo com sofreguidão, como se estivesse novamente a ponto de perdê-lo.

            Inesz só faz abraçar seu bebê.

            Ocorre que, diferentemente de Jozef, Istvan permanece em silêncio.

            Inesz o acaricia – e nada.

            Inesz o beija – e nada.

            Ora, mas não há sequer choro e ranger de dentes?

            Pé ante pé, Inesz acorre até a beira da escada, onde há uma nesga de luz da lua.

            É quando Inesz, horrorizada, entrevê o rosto arroxeado e inerte do pequenino Istvan e descobre que, na sanha de salvá-lo tapando sua boquinha, a mãe acabara asfixiando o próprio filho.

Inesz esfaqueia a madrugada do gueto de Varsóvia com um grito de Medeia que explode do mais fundo de seu desespero.

            – Ahhhhhhhhh!, meu Deus, meu Deus, meu Deus!, ahhh!, o que foi que eu fiz, meu Deus?!, eu matei meu filho, meu Deus!, ahhh!, meu Deus, meu Deus, meu Deus!, como eu pude fazer isso!?, como você permitiu isso, meu Deus?!, me diga, me fala, me ajuda, me salva, me mata, me puna, pelo amor de Deus, meu Deus, ahhh!

            Deus permanece em silêncio.

            O grito lancinante de Inesz alcança os soldados da SS, mas, quando Walther e Fritz fazem menção de retornar ao porão, Inesz irrompe de seu inferno com o pequenino Istvan em seus braços.

            Walther late para que Inesz não dê mais um passo sequer, senão...

            Senão o quê?

            Inesz já está além de quaisquer senões e sermões.

            Com olhos esbugalhados de coruja, a mãe continua a avançar com o filho morto nas mãos em direção a Fritz, como se fosse oferecê-lo em holocausto diante de um totem. (Walther, surpreendentemente, não dispara – será que o soldado da SS, num átimo, entendera que, para Inesz, o crime já era o próprio castigo? Ou será que o vício ainda era capaz de fazer concessões à virtude?)

            Quando Inesz fica cara a cara com Fritz, a mãe deposita o cadaverzinho do filho junto aos pés do soldado e começa a fazer gestos como se estivesse escavando o chão – Fritz engole em seco quando consegue deduzir que a mãe judia quer que o soldado enterre seu pequenino judeu.

            Súbito, Inesz se põe de pé.

            Vagarosamente – e sob a mira da arma de Walther –, Inesz envolve a mão direita de Fritz com suas mãos pálidas.

            O soldado mal consegue notar que a judia deposita uma faca – a faca com que Inesz partia o pão – em sua mão.

            Súbito, a mãe arremete a mão direita do soldado contra o próprio ventre – o ventre que, um ano antes (se tanto), havia parido seu filho.

            Já não haverá choro e ranger de dentes.

            Agora, mãe e filho mortos jazem junto ao coturno de Fritz.

            Petrificado, Fritz acaba desmaiando batizado pelo sangue de Inesz em sua mão direita.

            Consta que, após voltar para casa com o fim da guerra, o soldado frankfurtiano Fritz ficou quarenta dias e quarenta noites sem conseguir se aproximar da esposa Gretchen e do filho Eugen, de três anos (se tanto).

            Consta também que, em seu diário, o soldado Walther teria feito a seguinte observação após o calvário do gueto de Varsóvia: “Im Krieg kann Pontius Pilatus die Hände nicht waschen”. (“Na guerra, Pôncio Pilatos não pode lavar as mãos”.)

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Flávio Ricardo Vassoler

Flávio Ricardo Vassoler, escritor e professor, é mestre e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH-USP, com estágio doutoral junto à Northwestern University (EUA). É autor das obras literárias Tiro de Misericórdia (nVersos, 2014) e O Evangelho segundo Talião (nVersos, 2013) e organizador do livro de ensaios Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman: O niilismo da modernidade (Intermeios, 2012). Periodicamente, atualiza o Portal Heráclito, www.portalheraclito.com.br, página em que posta fragmentos de seus trabalhos literários, os programas do Espaço Heráclito e fotonarrativas de suas viagens pelo mundo.

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