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Dinâmica do Mal

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No terreno do ódio pleno

Se enraiza em movimento sereno

Um luto obsceno

Na forma triangular de escaleno.

 

Sob três anos

Junto ao lodo dos desenganos

Subiu silvestremente degraus mundanos

E cresceu a árvore de frutos maléficos e soberanos.

A magnificência florescida,

Em jardins alimentados por memórias tóxicas e vermicida,

Fez avolumar-se uma copa suicida

De experiências adubadoras que ainda se enterrarão em uma ruidosa jazida.

No período último de seu apogeu

O bioma do natural coliseu

Entrou em colapso provocando breu,

Transformando aquele mundo paralelo em museu.

Dos registros daquela lembrança planetária

Já não há rastro de sua fagulha originária.

Somente a mágoa, que do mal é principal operária,

Sobrevive como pária buscando para si fértil terreno, fugindo da antiga penitenciária.

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Vivi Cabrera

É formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, cursa licenciatura de Geografia e Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior na Faculdade Campos Salles. É autora do livro Flores do Asfalto – histórias de duas favelas paulistanas, pela Editora Futurama e arrisca crônicas, contos e poesias de vez em quando.

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