A+ A A-

Divagações

Imagem Divulgação Imagem Divulgação

De manhã, frente ao café puro e forte

Desperta-me ideias, analiso um pequeno recorte,

Sobre a certeza de não possuir certeza alguma,

Sobre encolher um universo de coisas em um pequeno ponto que as resuma.

 

Tudo e nada muito se parecem.

Dependendo do contexto, vitória ou derrota estabelecem.

Tantos referenciais, tanto assunto!

Dúvidas que se amontoam em um conjunto.

 

Uma questão que me persegue

É se enxergo perguntas no lugar em que só há respostas as quais trafegue

Ou se existem respostas demais onde deveriam caber perguntas.

Suspeitas e convicções se unem, ficam atadas, misturadas, adjuntas.

 

Talvez a melhor alternativa

Seja manifestar silêncios numa lógica corrosiva

Ao deixar que palavras caiam no esquecimento,

Aumentando o já inflado índice mundial de alheamento.

 

Diante do inevitável e do que não vai se alterar,

Agarro-me ao fato de que toda eternidade pode durar

Até a última dor, a última ressaca, até o sábado ao anoitecer

Em que sombras esvanecentes do pensar estão imersas no uísque que ainda hei de beber.

Avalie este item
(1 Voto)
Vivi Cabrera

É formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, cursa licenciatura de Geografia e Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior na Faculdade Campos Salles. É autora do livro Flores do Asfalto – histórias de duas favelas paulistanas, pela Editora Futurama e arrisca crônicas, contos e poesias de vez em quando.

voltar ao topo