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With Strangers

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Os dias correm

E sobrevivo entre estranhos que por mais que se olhem

Não se enxergam,

Não se notam.

 

Se estranham

E se entranham

Num bizarro conviver.

Uma síndrome de Estocolmo a fazer perecer.

 

Há que se ter um outro jeito para sobreviver!

Uma maneira de não enlouquecer!

Um traço, o desfazer do laço,

Um suspiro no regaço!

 

Mas enquanto isso não acontece,

Enquanto o acaso condições de mudança não fornece,

Tento as insistentes feridas abertas curar

Para enfim retomar minhas lutas que nunca cessam e nunca hão de cessar.

 

A nocividade disso tudo molesta, perturba, ataca,

Posto que a indiferença é no coração a noturna estaca

Que me faz cada vez mais um dia vir a ser madrugada

E alcançar da vida o único momento em que não se é necessário representar nada.

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Vivi Cabrera

É formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, cursa licenciatura de Geografia e Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior na Faculdade Campos Salles. É autora do livro Flores do Asfalto – histórias de duas favelas paulistanas, pela Editora Futurama e arrisca crônicas, contos e poesias de vez em quando.

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