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Ser tão humano

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Meia luz a fio

Revelando a lua no balanço do rio.

Enquanto o céu brilha

O piscar das estrelas nos transforma numa ilha 

 De sombra e luz

- dependendo o ângulo da observação que se conduz.

Claro como a noite é mais leve,

Tão simples quanto o infinito pode ser breve,

Assim também há inexatidão

No que deveria ser lógico, ter coerência e coesão.

Duelos invisíveis

Que somente seres sensíveis

Podem travar conhecimento

Que lhes servirá de arma e alimento.

São incontáveis pequenas peças para encaixar

Em um grande quebra-cabeças a constantemente nos desmontar,

Onde reconstruímos afetos, memórias e paragens,

Rostos anônimos e ilustres personagens.

Máscaras são dispensáveis

Quando as sombras já inalienáveis

Criam raízes profundas,

De tal anormalidade oriundas,

Que sufocam a naturalidade

Do leal, do sincero e da honestidade.

Por isso ficou mais fácil ser aglomerado de terra

Onde todo o bem e mal em um só canto se protege e se encerra

Sem ter de lidar

Com as contradições dos outros a despertar

Para os próprios defeitos,

Que varremos para debaixo do tapete junto aos sonhos desfeitos.

O ser humano perdeu,

No ápice de sua evolução e tecnológico apogeu,

A capacidade

De reconhecer em si e no outro o que ainda resta de humanidade.

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Vivi Cabrera

É formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, cursa licenciatura de Geografia e Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior na Faculdade Campos Salles. É autora do livro Flores do Asfalto – histórias de duas favelas paulistanas, pela Editora Futurama e arrisca crônicas, contos e poesias de vez em quando.

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