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Vem de lá

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É de lá do mar

Que ouço um chamado,

Um suave sussurro salgado,

Para navegar e entregar ao outro lado

Aquilo que já não posso suportar.

 

É de lá do mar

Que vem a calma e imensidão,

O silêncio que fala por uma multidão,

A paz em tempos de aflição

Para as baterias recarregar.

 

É de lá do mar

Que a onda encantada

Por Dandalunda tocada

Vem me deixar de alma lavada

E faz com que eu queira somente ali ficar.

 

É de lá do mar

Que escuto o pescador e marinheiro

Voltando para casa depois de um dia inteiro

Nas águas de um longo roteiro

Pedindo a graça de ao mar poder retornar.

 

É de lá do mar

Meu coração curtido

Que em sal, mel, céu e fel foi benzido.

Ele que em muito arrefecido,

Apesar das âncoras nunca deixa de remar.

 

É de lá do mar

Essa minha vontade de mergulhar fundo,

De sorver o néctar em cada milésimo de segundo,

De abraçar o que puder do mundo,

Ainda que seja eu tão pequena que somente uma gota consiga alcançar.

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Vivi Cabrera

É formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, cursa licenciatura de Geografia e Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior na Faculdade Campos Salles. É autora do livro Flores do Asfalto – histórias de duas favelas paulistanas, pela Editora Futurama e arrisca crônicas, contos e poesias de vez em quando.

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