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Nossos “novos” tempos

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Que tempos são esses que enfrentamos

Em que sofremos com o pão que não amassamos?

Que é que acontece

Que até de nossa história o povo se esquece?

 

A humanidade,

Que atingiu avanços inimagináveis pela antiguidade,

No século XXI ainda vê recolhida

Sua mentalidade nalguma caverna do período paleolítico, esquecida.

 

Tempos bicudos

Que de perplexidade e medo mantém a muitos mudos,

Que feito lâminas cortam nossa carne curtida,

Que com seus tormentos deixam a alma de toda a gente aturdida!

 

Tempos pedregosos

Em que certos, justos e verdadeiros são os perigosos.

Dias em que reviramos as pedras esperando encontrar

Algo de bom e belo que resista e insista em brotar.

 

Tempos belicosos.

Época de atirar no monstro criado por reais criminosos

Que adoram controlar marionete

Com ilusão e alienação e que uma sociedade inteira irresponsavelmente compremete.

Teima em se repetir

Uma avalanche diária a nos oprimir

De fatos absurdos, de pessoas nefastas, de tudo que é chocante

E que deprime nosso ser conservando a revolta pulsante.

 

O que fazer

Quando o que vai por dentro a nos roer

É raiva já não contida,

É vontade de retomar à força e a fórceps a democracia hoje combalida?

 

Transformam o país em um estado de exceção.

Retiram direitos básicos do cidadão

E querem fazer crer

Que tudo vai bem e que se deve trabalhar apenas e esquecer.

 

Passou da hora

Dessa gente acordar e deitar fora

O que já não nos cabe

Antes que o que ainda está de pé desabe.

 

Que não sejamos mais aviltados pela humilhação da espora

A fazer doer as dores de outrora,

A forçar na sociedade um falso desejo

De andar para trás, de ser um caranguejo.

 

Sempre em frente para seguir além.

Cabeça erguida e voz firme para defender não somente o que nos convêm.

Que a justiça seja o nosso guia e que não nos negue a alegria

De obter em relação aos canalhas a definitiva alforria.

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Vivi Cabrera

É formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, cursa licenciatura de Geografia e Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior na Faculdade Campos Salles. É autora do livro Flores do Asfalto – histórias de duas favelas paulistanas, pela Editora Futurama e arrisca crônicas, contos e poesias de vez em quando.

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