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Dançando para não dançar

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Danço para não dançar.

Ouço ritmos diversos

Com os pensamentos submersos

Tentando a superfície alcançar.

 


Danço para não dançar.

Me perco entre alguns passos

E uma coreografia de colapsos

A alma começa a alvoroçar.

 

Danço para não dançar.

O rádio sem sintonia

Aperta o gatilho da minha idiossincrasia

Disparando contra o que não quero estilhaçar.

 

Danço para não dançar.

E quando acaba tudo

Recolho o que de mim se espalhou, sobretudo,

Para poder, então, recomeçar.

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Vivi Cabrera

É formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, cursa licenciatura de Geografia e Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior na Faculdade Campos Salles. É autora do livro Flores do Asfalto – histórias de duas favelas paulistanas, pela Editora Futurama e arrisca crônicas, contos e poesias de vez em quando.

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