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Mareando

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Tenho o mar em mim entranhado.

Bruma febril e efêmera do tempo

Que me afoga sem ter remado

Em sensações que se configuram num alento.

 

O vento da beira da praia

Acaricia o rosto nu,

Sem máscaras e despida também das saias,

Expondo meu ser natural e cru.

 

Sinto que sou extensão de um mar bravio

De águas revoltas e perigos constantes.

Mas antes ser mar e não rio,

Pois que desaguo no oceano tudo o que em mim há de inquietante.

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Vivi Cabrera

É formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, cursa licenciatura de Geografia e Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior na Faculdade Campos Salles. É autora do livro Flores do Asfalto – histórias de duas favelas paulistanas, pela Editora Futurama e arrisca crônicas, contos e poesias de vez em quando.

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