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Sobre Não Parar

Não quero entrar em parafuso,

Paranóia.

Não quero ser para-raios de outras histórias,

Cair de paraquedas no meio de um abismo que não é meu.

Não quero perder tempo a observar para-brisas

Em dia de tempestade a castigar.

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Reflexões Sobre o Decesso

Se fosse possível traduzir a vida em palavras, arriscaria dizer que a obviedade do efêmero é sentença que recai sobre a cabeça de quem - ou o quê – está pelo mundo. Acrescentando-se a esta pétrea certeza, existem outros fatores que não só a torna estúpida como também cansativa: a involuntária ginástica do acordar e adormecer, do cair e levantar, nascer e morrer. São mecanismos que não se ensaiam, não podem ser simulados. Acontecem e ponto final.

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Inquietações IV

Axí, credo!

A menina aqui paga mais que os outro. Mas óia! Tô pá te falá que o serviço por aqui é dobrado tomém. É roupa suja de monte, tudinho numa bagunça que – Ai, papai! – só pedindo a Deus Nosso Senhô pra dá força pra eu consegui deixa na ordem.

Valei-me, Nosso Senhô!

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Marca Indelével

 

LISE ATELIE

Mãos à obra: Lise em seu atelier. (Foto: Arquivo da Família)

 

Quando conheci Lise, tinha eu 26 anos. Apesar da juventude, as peças pregadas pela vida me fizeram perder um pouco a fé na humanidade. Poucas pessoas me surpreenderam positivamente por possuir uma história e um exemplo frente aos demais.

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O grito

Nascera no seio da esperança

A despeito de um tempo em que o bem perdia lugar na contradança.

Nascera com os gritos do proibido,

Da lancinante dor dos desvalidos,

A reunir forças na vontade insubmissa

Em busca de um pouco de valor, dignidade e justiça.

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