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Sobre Não Parar

Não quero entrar em parafuso,

Paranóia.

Não quero ser para-raios de outras histórias,

Cair de paraquedas no meio de um abismo que não é meu.

Não quero perder tempo a observar para-brisas

Em dia de tempestade a castigar.

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Reflexões Sobre o Decesso

Se fosse possível traduzir a vida em palavras, arriscaria dizer que a obviedade do efêmero é sentença que recai sobre a cabeça de quem - ou o quê – está pelo mundo. Acrescentando-se a esta pétrea certeza, existem outros fatores que não só a torna estúpida como também cansativa: a involuntária ginástica do acordar e adormecer, do cair e levantar, nascer e morrer. São mecanismos que não se ensaiam, não podem ser simulados. Acontecem e ponto final.

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Inquietações IV

Axí, credo!

A menina aqui paga mais que os outro. Mas óia! Tô pá te falá que o serviço por aqui é dobrado tomém. É roupa suja de monte, tudinho numa bagunça que – Ai, papai! – só pedindo a Deus Nosso Senhô pra dá força pra eu consegui deixa na ordem.

Valei-me, Nosso Senhô!

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