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Alexandre Squara

Alexandre Squara

Nasceu em São Paulo em 17 de dezembro de 1987 e passou toda a infância e adolescência no município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Em 2007 iniciou os estudos de Filosofia e em 2009 se estabeleceu como professor de Filosofia e Sociologia na Rede Pública do Estado de São Paulo. Publicou em 2012 a coletânea de textos Caos Primordial, com 40 poemas, e, em 2014, publicou na revista Cult o poema Canto para o Sonho. Atualmente reside no bairro do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, e publica regularmente crítica, crônica, ficção, pequenos ensaios e versos no blog Pequenas Blasfêmias.

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Considerações sobre o Ensino de Filosofia e Educação em Geral

Talvez o único ponto positivo que podemos extrair da chamada Reforma do Ensino Médio é o fato de que agora todos estamos falando sobre ele. Pois até pouco tempo atrás, esse período elementar na formação do jovem seguia esquecido e obscuro, espremido entre a educação fundamental e o ensino superior, apenas uma fase de transição. Para quem está atravessando esse período ou para os que trabalham exclusivamente com ele sabem que não é tão simples. O Ensino Médio figura numa das etapas mais decisivas da formação do indivíduo, tanto no delineamento de seu futuro profissional como também na própria fixação de alguns elementos da personalidade, isto é, a formação enquanto sujeito inserido na sociedade, a formação de uma identidade. E isso não pode ser pensado apenas como uma transição.

A Esquerda: Uma Análise, Uma Crítica

Até pouco tempo atrás, ouvia-se continuamente a sentença de que frases como “sou de direita” ou “sou de esquerda” cada vez mais perdiam o sentido. A caracterização direita/esquerda no sentido político vinha se desgastando e se desvanecendo na vertiginosa miscelânea de ideologias prontas e posturas convenientes, também os indicadores de um contínuo processo de despolitização – sobretudo da juventude – apontavam para o desbotamento inevitável dessas nomenclaturas. Nem preciso dizer que isso mudou e, nos últimos dois anos, a polarização irrompeu com paixão e violência ressignificando talvez algumas premissas ligadas a tais caracterizações. Sobre a direita, nada tenho a comentar, pelo menos não por enquanto, mas seguem algumas considerações sobre a esquerda, um pouco análise, um pouco crítica, mas não espere neutralidade, pois nunca fui e continuo não sendo nem neutro e nem apartidário.

CRÔNICA DO APOCALIPSE (Sobre a PEC 241 e Outras Desventuras Hodiernas)

Após ler o texto na íntegra da famigerada PEC 241, tenho que confessar estar me sentindo muito ingênuo, mesmo depois de algumas indicações muito claras sobre o delineamento do governo Temer, como o projeto de reformulação do Ensino Médio por exemplo, ainda tinha na mente a ideia de que o redirecionamento do país seria operado de modo sutil e até mesmo gradual, agora estou pensando em como fui inocente, em como minha crença injustificável na decência política me impediu de antever que a sutileza não figura dentre o “modus operandis” desses distintos cavalheiros que agora conduzem nossa nação.

Crônica da Brisa Loka (Sobre Drogas)

Sexta-feira, dia de maldade, ainda não são 17hs e daqui de onde estou já consigo ver e ouvir os botecos da redondeza inchando, o vozerio cada vez mais estridente vai dando a ideia de que a noite se estenderá nos moldes de uma típica madrugada brasileira. Nas próximas horas, muitos bêbados vão cair pelas calçadas, milhares de corações esgotados vão parar, atropelamentos, crimes em nome do amor, mas com certeza, também já agora há algum artesão das sedas enrolando um cilíndrico artefato que vai alterar a velocidade das sinapses e fará tudo ficar mais forte, com certeza as linhas brancas divididas com um cartão telefônico logo estarão passeando na corrente sanguínea de alguns demônios da noite, com certeza os isqueiros da cracolândia continuarão frenéticos a acender ad infinitum a esperança que queima na mesma velocidade que uma pedrinha de cinco. Então amigos, vamos falar de drogas?

Crônica do amor desfeito (sobre términos e separações)

Há sempre muito o que se falar sobre quase tudo. Há sempre uma tentativa espontânea de povoar o deserto que se instala após a dissolução de um devaneio prolongado.

Quando acaba, a gente procura se convencer de qualquer coisa que nos absolva, no silêncio de um luto forçado buscamos o endosso do destino e nos convencemos que não poderia ter sido diferente do que foi.

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