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Edson Cruz

Edson Cruz

É poeta e prosador, editor do site Musa Rara (www.musarara.com.br) e coordenador de Oficinas Literárias. Graduado em Letras pela Universidade de São Paulo - USP. Lançou, em 2016, O canto verde das maritacas (poesia, Editora Patuá). Seu livro Ilhéu (Poesia, Editora Patuá, 2013) foi semifinalista do Prêmio Portugal Telecom de 2014. Antes, lançou Sortilégio (poesia), em 2007, pelo selo Demônio Negro; e, como organizador, O que é poesia?, pela Confraria do Vento. Em 2010, lançou uma adaptação do épico indiano, Mahâbhârata, pela Paulinas Editora. Em 2011, ganhou Bolsa de Criação da Petrobras Cultural e editou livro Sambaqui, pela Crisálida Editora.

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Patos Mandarins

Há uma passagem bela e emocionante no escrito de Nichiren Daishonin, As Quatorze Calúnias, uma carta do século 13 em resposta ao seguidor leigo Matsuno Rokuro Saemon. Nichiren é o buda japonês que revolucionou o budismo com uma visão iluminada do Sutra do Lótus, o texto final e definitivo pregado pelo buda histórico Shakyamuni, o famoso Sidharta Gautama. Nela, ele diz:

Resistir à mediocrização da escrita

A literatura está para a existência assim como a música está para a caos. A função do músico, e a do poeta, é a de instaurar certa ordem no caos. Uma tentativa de ordenação (mesmo que inconsciente; mesmo que errem e gerem novo caos) da realidade caótica da vida, pois tudo já foi pelos ares. O ser humano e suas criações já romperam todos os limites. Como diria o dr. Spock, os limites do universo já foram ultrapassados. Cabe-nos agora reconstruir, fincar novas bases, simular o novo e que ele não seja apenas uma repetição do passado, mas sim, outras possibilidades de futuro.

Pequena oficina do poema

O poema é uma construção artística, um sistema harmônico de palavras por meio do qual um poeta se expressa com o ritmo que lhe é próprio e, ao mesmo tempo, faz ressoar todos os seres. O poeta e prêmio Nobel mexicano, Octavio Paz, dizia que o poema é “um caracol onde ressoa a música do mundo, e métricas e rimas são apenas correspondências, ecos, da harmonia universal”. Bingo!

A crueldade de Platão com os poetas

Toda obra de ficção ancora-se num conceito, já decantado e discutido ad eternum,que é o de mímesis. Há livros clássicos sobre a questão, como o de Erich Auerbach (Mimesis: A representação da realidade na literatura ocidental) e o de Luiz Costa Lima (Mimesis e modernidade), incontornáveis se quisermos entender melhor o conceito através dos tempos.

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