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Cristiano Deveras

Cristiano Deveras

Funcionário público, escritor e poeta, formado em letras pela Unopar – Universidade Norte do Paraná. Vencedor do Prêmio “Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos”, da União Brasileira de Escritores, seção Goiás, em 2006 com seu livro de estreia, “Jantar às 11”; Finalista do Prêmio SESC e Menção Honrosa no “Prêmio Lucilo Varejão” do Concurso Literário da Cidade do Recife, versão 2008, com seu segundo livro, “Coração de Pedra”; Vencedor do Prêmio “Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos”, da União Brasileira de Escritores, seção Goiás, em 2012 com o livro “O Etéreo ser de carbono”, com o qual participou da Feira de Frankfurt, em 2013. Membro da União Brasileira de Escritores, seção Goiás, é autor dos livros de contos “Jantar às 11” e “Tá na rede”, co-organizador e produtor das antologias “Bar do Escritor – Anarquia Brasileira de Letras (2009)”, “Bar do Escritor – A anarquia continua (2010), Bar do Escritor “Terceira Dose” (2012), Bar do Escritor – Tomo IV (2013) e Bar do Escrittor “Quinta Barnasiana” (2014). Organizador do projeto “Bar do Escritor Itinerante”, com participações de 2010 a 2015 na FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty – RJ.

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Nós que aqui estamos, de vós nos lembramos (e lembraremos ainda mais)

Desde que o homem começou a viver em sociedade, o ato de se reunir sempre foi uma constante, pelo próprio fato do aspecto gregário inerente ao ser humano. Reunia-se para a caça, a pesca, a colheita de frutos, para celebrar uniões, atacar, se defender, enfim, a humanidade tem-se reunido inúmeras vezes durante as eras para as mais variadas coisas. Mas, mesmo perdidos na matemática exorbitante do Tempo, algumas vezes os homens reúnem-se para praticarem aquilo que realmente nos define como uma a única espécie pensante no planeta: o Bem.

Mãe Mônica

De um estalo postou-se de pé. A bem da verdade, o estalo deu-se na cabeça: o corpo demorou um pouco a seguir comando. Mirou tudo ao redor e achou que era hora de fazer algo, aluir. Uma volta no sobrado, perscrutando cada pormenor, cada cômodo, vistoriando.

Livre Arbítrio

Um despertar de raiva. Há vários jeitos de se acordar, mas o despertar raivoso realmente preocupava. Sempre descambava em merda. Em dias destes, já tinha largado ótimos empregos, terminado bons namoros, destratado péssimas amantes, mudado toda uma vida.

Lembranças Tardias de meu ultimo duelo

Como posso começar explicando o fim? Mesmo sendo algo que todo ser vivo saiba, cógnito ou intuitivamente, o fim não é algo com o que nos preocupamos com a devida atenção. Evitamos pensar que somos suscetíveis à falha, ao passar do tempo, ao fim de nossos dias naturais. Mas um dia, pode ser agora ou daqui a cinquenta anos, tudo acaba. Como deveria mesmo acabar.

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