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Patrícia Souza Ribeiro

Patrícia Souza Ribeiro

Nascida em São Paulo em 1983. Leu seu primeiro livro aos 5 anos de idade, “A Bela Borboleta”, do Ziraldo, e não parou mais. Em razão do destino, quase virou engenheira. Desistiu, pensou em ser médica e como não sabia exatamente o que queria, foi estudar Direito no Largo do São Francisco. Saiu mais perdida do que entrou. Então seguiu a vida de trabalhadora concurseira entediada. Como jogador de futebol, descansa fazendo o que sabe: ler e escrever. Nessa ordem. Mestranda em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da USP, funcionária pública, escritora amadora, curiosa e pesquisadora por natureza e necessidade.

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Trump e Lula: Além da Razão?

Essa semana eu não poderia falar de outra coisa senão da eleição americana. Mas falar da eleição americana significa falar de quem elegeu Trump Presidente. Foi a classe média. Não vou aqui traçar um perfil da classe média americana, pois não sou especialista no assunto. Mas eu sei que, assim como no Brasil, em casos como o de Dilma, Haddad e Freixo, não adiantou o apelo dos artistas e intelectuais, pedindo votos. Nos Estados Unidos sequer adiantou o apelo do mercado. Não adiantou chamar as pessoas a votarem. Não adiantou a campanha midiática de destruição da figura de Donald Trump. Ele foi eleito para vergonha e desespero de uma grande parte da população do mundial.

Capítulo II - Continuação

Luana Silva era uma das representantes do homem médio vendido pela mídia, muito embora não fosse nada mediana. Uma, pois em um mundo com 5 bilhões de pessoas, não seria difícil encontrar ao menos mais uns 1 milhão com padrões semelhantes: QI alto, atlética, bela, deísta não fanática, compassiva, altamente qualificada, falava cinco idiomas (embora não houvesse necessidade, pois os apps dos chips implantados na cabeça faziam traduções simultâneas), além de tudo, não tinha raízes.

Capítulo II – O início da guerra dos sete anos - primeira parte

Luana tinha 24 anos, um QI 150, nenhuma história de doenças psíquicas na família, ou genes indicativos de que pudesse vir a desenvolvê-las. Era imune ao RBV, consoante demonstraram seus testes laboratoriais e a prática, uma vez que sobrevivera a morte de seus pais, avós, tias, e tios contaminados pelo vírus. Fora criada em um dos orfanatos feitos em regime de urgência pelo Estado em que nascera após a pandemia de RBV que se disseminara por todo o mundo. Aprendia rápido e era boa em esportes coletivos.

2100: uma distopia

Capítulo I – Pré-guerra

Na prática não havia mais Estados. Para quem estudou ciências sócias isso significa dizer que a forma de organização social que começou a ser formulada na Baixa Idade Média junto com as primeiras universidades por necessidade empírica e teve seu auge no início do século XX, constituída por um território, sistema jurídico e governada por um rei ou presidente e um parlamento, aos poucos começou a ser desmontada.

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