A+ A A-
Fernanda Fatureto

Fernanda Fatureto

É poeta e jornalista. Formou-se em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Seu primeiro livro de poemas, Intimidade Inconfessável (Editora Patuá), foi publicado em 2014. Integra a antologia poética 29 de abril: o verso da violência (Editora Patuá, 2015) e a antologia de contos Subversa 2 (Editora Patuá, 2016). Nasceu em Uberaba, MG, e morou por oito anos em São Paulo, capital. Possui poemas publicados em diversas revistas literárias.

URL do site:

Elena Ferrante e a vertigem da linguagem

Se o mistério em torno da verdadeira identidade de Elena Ferrante permanece intacto desde o lançamento de seu primeiro livro na Itália, L'amore molest, em 1992, o mesmo não pode ser dito sobre sua escrita – reconhecida pela crítica e público como visceral. Em artigo publicado pela The New Yorker em 2013, James Wood ressalta que a escritora italiana se encaixa naquilo que a teórica francesa Hélène Cixous chamou de “l'écriture féminine” – escrita feminina – ou seja, a inserção do feminino na língua de um texto. De fato, o universo de Ferrante é predominantemente feminino.

Tempo de homens partidos

O poeta Paulo Leminski (1944 -1989) defendia a poesia como in-utensílio: o poema sem utilidade em uma sociedade utilitária. Em tempos sombrios como vivemos no Brasil atualmente, cindido ideologicamente nas ruas e no Congresso, a poesia vem carregada de função se enxergamos a estética enquanto ética do cotidiano.

Escrever como experiência limite

Maurice Blanchot afirmou que escrever exige o abandono de tudo o que garante nossa cultura e é “a maior violência que existe”. Em seu livro A conversa infinita: a experiência limite (Escuta, 2007) traça um panorama desde Heráclito sobre a história do pensamento e da escritura ocidental. Para o escritor, há uma tragicidade no modo como o sentido encontra a palavra e como a escrita se expande ao longo dos séculos. “O mundo, de agora em diante, está desvalorizado”, assegura Blanchot.

Assinar este feed RSS